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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Não precisei dormir para ter um pesadelo

Você sabe o quanto sua vida é boa? Você agradece a Deus pela vida todos os dias? Você tem a mínima noção do quanto Deus olha por nós e nos protege?
Eu tinha noção. No entanto, pouca. E quando passamos por uma situação como a que eu passei na noite de 31 de julho de 2010, junto com meu pai, minha madrasta e meu tio, nós percebemos o quanto nossa vida é frágil, e a irresponsabilidade de um motorista bêbado e seu fiel escudeiro (já explico o por quê), quase acaba com a vida de 7 pessoas.

Saímos da rodoviária, onde fomos despachar uma encomenda para um outro tio meu, de outra cidade, através de um conhecido. Ainda fizemos uma pequena compra e meu pai comprou uma bolsa nova para a minha madrasta, que chamo de tia.
Cerca de 30 quilômetros separavam-nos da rodoviária até nossa casa, e nos últimos 5 km, por imprudência de um OTÁRIO, IDIOTA, BÊBADO, um grave acidente aconteceu, onde meu pai, e um moto-táxi se envolveram.
Acho que até uma criança de 9 anos, sabe que para fazer o retorno em uma pista, você deve entrar na faixa de acesso à pelo menos 15 metros antes da entrada, mas como os neurônios, se é que esse motorista imprudente tem, estávam nadando em álcool, ele resolveu fazer as coisas um pouco diferente. Sabe como é, pra fugir da rotina!

A BR-153, no sentido Goiânia-Aparecida de Goiânia, consiste em 3 faixas, e em alguns pontos, uma faixa extra para o retorno, que fica na extrema esquerda da pista.
No caso, o bêbado motorizado, estava na faixa da extrema direita e em cima da entrada de retorno, ele resolveu atravessar toda a pista, de 3 faixas, de uma vez, sem dar sinal e nem nada disso. Meu pai vinha logo atrás, e eu de longe tinha visto mais a frente, esse carro parado na faixa da direita, e não imaginava nada disso, abaixei a cabeça para pegar meu celular no bolso, quando ouvi a freada que meu pai deu, para tentar evitar o acidente, levantei a cabeça para olhar, e durante alguns segundos não tive noção do que estava acontecendo. Infelizmente batemos, e logo atrás vinha um motoqueiro que bateu na traseira do meu pai, e que por uma interpretação óbvia, não estava com o capacete amarrado no queixo. Com o impacto, o capacete voou uns 20 metros a frente do local do acidente, e ele bateu o rosto no vidro traseiro, fazendo cacos de vidro voarem em nossa direção, causando pequenos arranhões no meu braço e no do meu tio, mas o pior, rasgando e quebrando, quase que completo seu próprio rosto. Quando digo rasgando, acredite! Ele não tinha mais a bochecha esquerda, seu maxilar quebrado, e seus dentes, estavam no chão. Nariz?? Olho esquerdo?? Cadê?! Por que não amarrou a merda do capacete, cara?

Lembra que eu tava pegando o celular? Pois é. Minha mãe estava me ligando, bem na hora do acidente. E eu claro, não atendi. Não queria dar preocupações para ela, antes de saber exatamente o que tinha acontecido. Ainda estava dentro do carro e pá.
Por sorte ninguém da minha família se feriu mais grave. Juro que se tivesse acontecido alguma coisa com meu pai, eu iria dar uma surra em um bêbado naquele dia, pode ter certeza disso. Depois de certificarmos que todos estávam bem, descemos do carro, e meu pai e eu fomos tirar satisfação com o cara, e na hora percebemos o porquê do acidente. Cheirava à álcool a um metro de distância dos dois caras. Um, que estava todo de branco, era o motorista do carro e estava visivelmente mais alcoolizado do que o outro que estava de camiseta listrada, e era seu passageiro. Mas os dois haviam inventado uma história, de que o de listrado era o que estava dirigindo, porquê ele estava menos bêbado. Mas não interessa, os dois estavam cheios de álcool até seus respectivos... Então. Só depois de olhar para o carro é que fui perceber que havia o motoqueiro, e se eu tivesse estômago fraco, teria vomitado, só de olhar para o rosto dele. Tanto sangue saindo, por todos os lugares possíveis. Por que não amarrou a merda do capacete, cara?
Depois de uns 30 minutos, chegaram a Polícia Rodoviária Federal para fazer a perícia e relatar tudo, e o SAMU para atender o motoqueiro.
Quando tudo estava esclarecido, da parte de meu pai, e dos irresponsáveis também, fomos embora. Levando o carro com o guincho e deixando para trás o sangue do moto-táxi, um grande susto e um prejuízo para meu pai, pq aki eh sempre assim, ninguém que está errado, pagam pelos seus erros. VIVA O BRASIL!

Um comentário:

  1. KARAKAA! ainda beem que vc ta vivo ermaaoo !
    eeh, que lindo o nosso Brasil :S
    TE AMO mano
    !

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