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domingo, 11 de julho de 2010

O verdadeiro bicho-papão

No Brasil, situações de violência física, verbal e também psicológica entre alunos são vivenciadas todos os dias. Mas as escolas continuam a ignorar esse problema que sempre existiu e nunca foi tão forte, cruel e presente como hoje: o bullying.

Allan Beane, 60 anos, é o maior especialista sobre o assunto em todo o mundo. Com sete livros publicados sobre o assunto, ele diz que esse problema sempre esteve presente no mundo e que as escolas e até mesmo os pais dos alunos agressores ignoram e deixam que continuem a agredir verbal, física e psicologicamente os colegas que são altos, magros, gordos, que usam óculos, nariz grande ou qualquer outra criança que fuja dos ‘padrões normais’.

Nos Estados Unidos o número de ocorrências é muito alto. Muitos casos já ficaram famosos em todo o mundo, onde alunos universitários entram nas universidades armados e disparam contra seus agressores e até mesmo professores.
Segundo Beane, os agressores são pessoas que gostam do poder e de ter controle sobre a situação, desobedecem ordens e costumam desafiar os adultos.
As crianças que sofrem com o bullying geralmente são tímidas e reservadas, quase não possuem amigos, tem dificuldade em se relacionar com as pessoas, e por esse fato acabam sempre andando sozinhas, sem nenhuma ‘turma’ para que possa defendê-lo, e assim se torna o alvo mais fácil para ser motivo de humilhações.
As conseqüências são graves. Dados apontam que 30% dos suicídios entre jovens são causados pelo bullying, e na melhor das hipóteses as crianças que são vítimas desse problema levam isso com eles o resto da vida, com baixa autoestima e dificuldade em fazer amizades.

“Trate o outro da maneira que gostaria de ser tratado”: Se todos os pais fossem conscientes e desde cedo ensinassem essa valiosa lição para os filhos, e as escolas reconhecessem que a existência do bullying em suas instituições é um fato e agissem em relação a esse problema, esse verdadeiro 'bicho-papão', faria parte de um passado negro do mundo, e não das lembranças de milhares de crianças.

Um comentário:

  1. assunto aparentemente novo, mas que já vem trazendo prejuizos a nossa sociedade já há algum tempo. enquanto as autoridades e pais pensam continuarem a ignorarem o assunto, não vejo meios para uma solução.

    Parabéns pelo o texto Victor.

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